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Cliquem em "Gosto" e comentem, eu retribuo - com uma naifada nas costas.

Orlando Navalhas, ao vosso dispor. Nasci na Rússia, em 1964, num bairro bastante problemático de Moscovo. Depressa tive que aprender a defender-me e a desenrascar-me sozinho, porque a vida era muito dura nesta zona. Tornei-me um mestre no uso de facas e no uso de garrafas de vodka para fins agressivos (após consumir toda a vodka previamente contida nas mesmas garrafas, obviamente), o que suscitou um modesto interesse por parte dos serviços secretos da União Soviética, a KGB.

Comecei por baixo e muita gente desconfiava de mim, mas após várias missões concluídas com sucesso e um árduo teste de iniciação (passar uma semana sem ingerir bebidas alcoólicas, juro que até morri por dentro), finalmente me tornei numa das relíquias da KGB. No entanto, acabei por fazer alguns inimigos por lá, que apesar de serem poucos, eram influentes. Num tremendo inside job, mandaram-me a Portugal, onde tive que administrar um veneno num inocente jovem adulto, de nome Cláudio Ramos. A verdade? Ele era um valente homem de barba na cara e pelos no peito. Tinha caparro e comia mais mulheres que refeições por dia. Administro-lhe a droga e 6 meses depois sofreu as mutações que já conhecemos. Eu é que não as conhecia na altura, nunca me explicaram os efeitos do veneno, apenas segui ordens superiores. Mesmo assim fui expulso da Rússia, onde ainda existe uma oferta de 50.000 garrafões de Smirnoff por quem me apanhar vivo e entregar às autoridades locais.

Perseguido na motherland e com a vaga impressão que não me podia entregar a mim próprio e receber toda essa felicidade, acabei por ficar por Portugal. Não há nevões de 5 em 5 minutos nem ursos polares a invadirem cidades e a formarem impérios, mas há Sagres.

Não, não, agora a sério/Estou a enumerar algumas coisas que me dão vontade de seguir em frente/Num mundo que dá a ideia de estar a ficar demasiado deprimente…

Da Weasel – Carrossel

A letra nem se adequa a este contexto, simplesmente me lembrei da voz do Pacman quando ia para escrever “agora a sério”. Sim, porque tudo o que está escrito acima são, como é óbvio, balelas. Um exercício literário, um esforço criativo, uma fuga à realidade ou outra mariquice qualquer. O Orlando é apenas um pseudónimo que criei especificamente para este blog, o avatar/imagens usadas são retiradas do jogo Team Fortress 2 sem qualquer vergonha ou pudor por possíveis direitos de autor.

Este meu alter-ego tem opiniões e um humor semelhantes aos meus, mas até pode nem sempre ser propriamente eu. Porque nós não somos sempre nós. Aliás, de todos os nossos eus (Eu e os meus pensamentos, Eu na presença da família, Eu no convívio com amigos, Eu na Internet a ser um ignorante de primeira por usufruir de semi-anonimato), qual é o nosso eu verdadeiro? É uma boa pergunta, à qual não vos sei nem quero responder. Mas o Orlando Navalhas decerto que se vai aproximar do meu Eu a usufuir de semi-anonimato na Internet e poderá expor opiniões sem qualquer fundamento tal como se fossem factos absolutos ou fazer grandes exageros e dramas desnecessários apenas para tornar o texto mais sensacional.

É desagradável, não é? Não ter alguém que digira a informação por nós e nos forneça factos científicos numa colher de papinha enquanto diz: “Olha o aviãozinho… brrrummm!”. Tal como é muito cansativo não encontrar opiniões pré-feitas no super-mercado, às quais adicionaríamos 1/4 de litro de água e que automaticamente nos tornariam pessoas cultas e de opiniões sólidas – bem, sempre temos os mass media constantemente a forçarem ideias à sua audiência, dando-lhe uma sensação de inteligência e perspicácia. Mas aqui não vai haver nada disso, que se lixam.

Imagem sempre relacionada.

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